O carro que o Brasil aprendeu a chamar de seu
- 21 de abr.
- 2 min de leitura

Tem carro que a gente admira. Tem carro que a gente deseja.
E tem carro que parece fazer parte da família — mesmo quando não é nosso.
O Opala sempre me pareceu assim. Ele não era só um carro. Era presença.
Era aquele carro que passava na rua e chamava atenção sem precisar de esforço. Forte, elegante, com um certo ar de respeito. No Brasil, durante muito tempo, ter um Opala não era apenas ter um carro. Era ter status.

Lançado em 1968, ele foi um dos primeiros grandes carros de passeio produzidos no país. E rapidamente encontrou seu lugar. Virou carro de família. Virou carro de estrada. Virou carro de pai, de tio, de lembrança. E talvez por isso ele tenha ficado tanto tempo na memória das pessoas.
Porque ele não era só bonito. Ele era vivido.

Tinha som próprio.
Tinha presença.
Tinha história.
E poucos carros conseguem isso.
Talvez porque alguns carros passam pelas ruas.
E outros passam pela vida.
Quando o Opala aparecia na TV
O Opala também marcou presença na publicidade brasileira.
Nas propagandas da época, ele era apresentado como um carro de respeito — elegante, forte e desejado.
Assistir a esses comerciais hoje é quase como voltar no tempo.
Não é só sobre o carro. É sobre a época. É a história da publicidade brasileira!
Curiosidades rápidas sobre o Opala
• Lançado em 1968 no Brasil
• Produzido até 1992
• Mais de 1 milhão de unidades fabricadas
• Teve versões como Comodoro, Diplomata e Caravan
• Um dos carros mais icônicos da história brasileira
Mais do que um carro
Aqui em casa, o Opala não era apenas um modelo. Meu pai teve mais de um.
Teve Opala, teve Caravan… teve também Chevette. Ele gostava de Chevrolet.
E talvez seja por isso que, quando penso nesses carros, não penso só na história do Brasil.
Penso em casa. Penso em família. Penso em um tempo em que carro não era só transporte.
Era parte da vida. Alguns carros passam pelas ruas. Outros ficam para sempre na memória.
E você?
Já teve, andou ou sonhou com um Opala?
Me conta aqui — quero conhecer essas histórias também.




Minha família tinha um DKV era muito gostoso irmos visitar a família em Piracicaba , era diversão na certa
Eu tive um opala GTX - cor vinho capota de vinil preto. roda cromada. kkkk
Sim, esse fez parte de minha vida.
Trabalhei na GM e para a GM desde 1974 até me aposentar em 2009.
A viagem diária de Santos/São Vicente a São Caetano e respectivo retorno foi, durante muitos anos, feita com essa estupenda máquina, compartilhada por 5 pessoas, sob total conforto e segurança.
Eu dirigia na ida e o Ronaldo dirigia na volta.
Bela máquina, bebia bem, mas era forte, confortável, segura e praticamente inquebrável.
Os taxistas que o digam....
Meu pai nunca teve Opala, mas achava lindo vê-lo na rua. Meu tio, que ia de Santos à Brasília em uma tocada só, tinha um daqueles "envenenados" e viajei com ele, certa vez, para Búzios. Uma loucura pela Rio-Santos. Inesquecível.
Meu pai teve um Opala SS 1973 laranja de capota preta com as lanternas de pisca amarelas
Banco de couro sendo o banco da frente inteiriço... freio de mão e câmbio no voltante (3 marchas).
Fizemos muitas viagens de férias nele. Saíamos de Ribeirão Preto rumo a Boituva, Itanhaem... e o bicho firme e forte.
Qd tirei minha habilitação em 1991 (18 anos depois), desfilava com aquela reliquia nas ruas. Não tinha quem não olhasse. Lindo, clássico!
Realmente mais do que um carro, uma lembrança de família.