O Fusca que entrou na minha vida — e atravessou a história
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Alguns carros passam pela nossa vida.
Outros ficam na memória para sempre.
O Fusca, para mim, é desses.
Meu primeiro carro foi um Fusca 1968.
E, como todo carro que vira quase parte da família, ele tinha até nome.
Chamava-se Diego.
Depois dele vieram outros.
Um Fusca 1972 azul. Um 1982 bege. Um 1984 branco.

Hoje percebo que, de certa forma, o Fusca acompanhou várias fases da minha vida.
E talvez isso explique por que ele acabou se tornando um dos carros mais queridos do mundo.
A história do Fusca começa nos anos 1930, quando surgiu na Alemanha a ideia de criar um carro simples, barato e resistente — um automóvel que pudesse ser usado pelas pessoas comuns.
O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro Ferdinand Porsche. Pequeno, arredondado, com motor traseiro e mecânica simples, aquele carro tinha uma proposta muito diferente da maioria dos automóveis da época.
Ser acessível.
A Segunda Guerra Mundial interrompeu os planos originais e o projeto acabou sendo adaptado para usos militares. Mesmo assim, o carro sobreviveu. E depois da guerra aconteceu algo curioso.
Aquele automóvel simples, criado para ser apenas prático, acabou se transformando em um fenômeno mundial.

Foram mais de 21 milhões de unidades produzidas, tornando o Fusca um dos carros mais vendidos da história. No Brasil ele virou quase um personagem das ruas.
Ganhou apelidos, histórias de família e até brincadeiras de criança.
Quem nunca participou daquela competição silenciosa durante uma viagem: ver quem encontrava primeiro um Fusca na estrada?
O Fusca também conquistou o cinema.
No clássico da Disney Se Meu Fusca Falasse, o carro Herbie parecia ter vontade própria e ajudou a transformar o modelo em um personagem querido por várias gerações.
E até no universo da ficção científica ele apareceu: no início do filme Transformers, o personagem Bumblebee surge disfarçado justamente como um Fusca amarelo, numa divertida homenagem ao carro clássico.
E até hoje, quando vejo um Fusca passando na rua, sinto aquela sensação curiosa de reencontrar um velho conhecido. Alguns carros são apenas máquinas. O Fusca nunca foi apenas isso.
Ele foi parte da história — e da vida de muita gente.
Curiosidades rápidas sobre o Fusca:
Mais de 21 milhões de unidades produzidas no mundo
Fabricado por mais de 60 anos
Estrela do cinema no filme “Se Meu Fusca Falasse”
Presença constante nas ruas brasileiras por décadas
Um dos carros mais queridos da história do Brasil
O último Fusca produzido saiu da fábrica de Puebla, no México, em 2003. Para marcar o momento, os trabalhadores fizeram uma despedida especial com música de mariachi, celebrando o fim de uma era para um dos carros mais queridos do mundo.
E você teve um fusca? Qual sua história com ele?






Tive vários fuscas de cores diferentes: um verde calcinha, um vermelho que comprei de um padre em Cubatãol, um azul 1964 (grandes histórias) e um vermelho que peguei zero em 1974.
Este vermelho vendi para dar entrada num apartamento para casar.
Depois de casar, fiquei uns 3 anos sem carro, até que consegui comprar um outro Fusca azul ano 1964 (com um capô novo pintado na cor zarcão).
Nessa época o meu primeiro filho já tinha nascido e todos os domingos íamos a casa da minha mãe.
Quando cheguei pela primeira vez na casa dela, com o Fusca azul e capô zarcão, ela virou para mim e disse:
"Tu não tens vergonha de andar com um carro nesse estado"?
E…
Lembro de ir com meu pai a uma reunião de consórcio e nossa família ter sido sorteada com um fusca branco (década de 60). Depois, venderam o fusca para mudar de apartamento e passamos para o TL, mas essa é outra história... parabéns pelo resgate de lembranças saborosas.
Meu fusca 69 Verde se chamava Manequinho, cabia perfeitamente a máxima "Ah se meu fusca falasse" Nos divertirmos muito! Saudades do manequinho! nunca me deixou em apuros!