Nossas Verdades: quando muitas vozes se encontram em um mesmo livro
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Coletânea reúne 47 autores em poesias, contos e crônicas e será lançada oficialmente na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no dia 5 de setembro. Antes disso, uma série de lives apresentará alguns dos escritores que fazem parte do projeto.
Há livros que começam com uma história. Outros, com uma ideia.
Nossas Verdades começou com um desejo: abrir espaço para que mais pessoas pudessem experimentar a alegria de ver suas palavras impressas em um livro.
Foi assim que nasceu a coletânea Nossas Verdades — Poesias, Contos e Crônicas, um projeto que acabou reunindo 47 participantes, entre escritores que estão chegando agora ao universo literário e outros que já possuem obras publicadas.
Desde o início, a proposta foi justamente essa mistura.
Não criar um livro em que todos escrevessem da mesma maneira, sobre o mesmo assunto ou seguindo uma única direção.
Ao contrário.
Cada autor recebeu espaço para trazer um pouco de si, de sua escrita, de suas experiências e de sua maneira particular de enxergar a vida.
Daí o nome: Nossas Verdades.
Porque não existe apenas uma forma de contar uma história.
Assista à live de apresentação de Nossas Verdades
No domingo, apresentei oficialmente a coletânea, contei um pouco da história deste projeto, fiz uma homenagem à querida Suely Ribella e anunciei a série de entrevistas com os coautores.
Por que uma coletânea?
Eu acredito muito nas coletâneas como porta de entrada para novos escritores.
Participar de uma obra coletiva permite experimentar o processo de publicação, dividir espaço com outros autores, conhecer novas escritas e apresentar seu trabalho aos leitores com um investimento muito menor do que normalmente seria necessário para uma publicação individual.
Mas uma coletânea também é interessante para quem já publica.
É encontro.
É troca.
É a possibilidade de sair um pouco do nosso universo particular para dividir páginas com outras vozes.
E talvez seja justamente isso que mais me encanta neste projeto.
Quando abrimos Nossas Verdades, não encontramos uma única voz. Encontramos muitas.
Uma homenagem que precisava estar nestas páginas
Esta coletânea também carrega uma homenagem muito especial à poeta e escritora Suely Ribella.
Suely faz parte da minha própria história como escritora publicada.
Nós nos conhecemos por meio de amigos em comum na internet. Primeiro veio um convite para uma pizza. Depois, um café na minha casa.
Foi nesse encontro que ela me explicou como funcionava a autopublicação e me apresentou à Luiza Moreira, da Editora Delicatta.
Era 2017.
Naquele mesmo ano, incentivada também por ela, publiquei meu primeiro livro, Ser Feliz é uma Escolha. E foi Suely quem escreveu a apresentação daquela obra.
Anos depois, percebo ainda mais claramente a importância daquele gesto.
Alguém abriu uma porta para mim.
Por isso, dedicar Nossas Verdades a ela é também uma forma de agradecer e de manter vivo aquilo que recebi.
Se alguém abriu uma porta para mim lá atrás, talvez agora seja a minha vez de ajudar a abrir algumas outras.
Agora queremos apresentar os autores
Antes do lançamento oficial, Nossas Verdades ganhará uma série especial de entrevistas pelo meu canal no YouTube.
Serão cinco lives, nos dias 25 e 27 de agosto, 31 de agosto, 3 e 4 de setembro, sempre com grupos de coautores.
Ao todo, 22 escritores participarão das entrevistas, representando quase metade dos integrantes da coletânea.
A ideia é ir além do nome impresso no livro.
Quero saber quem são essas pessoas, por que escrevem, o que as levou a participar deste projeto, qual trabalho escolheram publicar e o que significa viver essa experiência.
A primeira conversa acontece terça-feira, 25 de agosto, às 19h, com Duda Pereira, Gustavo Ribeiro, Marta Verônica e Sergio Alves.
E será apenas o começo.
Nosso encontro será na Bienal
Depois dessa sequência de conversas, chegará o momento que estamos esperando.
O lançamento oficial de Nossas Verdades acontecerá no dia 5 de setembro, às 17h, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Rua F — espaço 02.
Para alguns dos participantes, será também a primeira experiência em uma Bienal.
E gosto particularmente disso.
Porque um projeto que nasceu com a proposta de democratizar a publicação e oferecer oportunidades chegará a um dos maiores encontros literários do país carregando consigo dezenas de histórias.
Depois da Bienal, Nossas Verdades também deverá ganhar um encontro na Baixada Santista, reunindo autores, familiares, amigos e leitores. Em breve divulgaremos mais informações.
Um convite ao leitor
Até lá, fica o meu convite.
Acompanhe nossa série de entrevistas.
Conheça os autores.
Descubra suas histórias.
E, se algum deles tocar você de maneira especial, compre o livro diretamente com esse escritor.
Para quem escreve, poucas coisas são tão significativas quanto perceber que alguém quis levar suas palavras para casa.
Talvez seja isso que um livro faça, afinal.
Ele começa pertencendo a quem escreve.
Depois que é publicado, encontra outras mãos, outros olhos, outras histórias — e passa a pertencer também a quem lê.
Nossas Verdades está começando agora essa viagem.
E são muitas verdades viajando juntas.
Nos encontramos pelo caminho.



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