O Opala sempre me pareceu assim. Ele não era só um carro. Era presença.
Era aquele carro que passava na rua e chamava atenção sem precisar de esforço. Forte, elegante, com um certo ar de respeito. No Brasil, durante muito tempo, ter um Opala não era apenas ter um carro. Era ter status.
Toda empresa acredita que conhece a própria realidade.
Os números mostram faturamento, crescimento, metas, desempenho.Relatórios organizam o que pode ser medido.Reuniões alinham o que precisa ser feito.
Mas existe uma camada que quase nunca entra nessas análises.
E, na maioria das vezes, é justamente ali que mora o problema.
Alguns carros chamam atenção.
Outros impõem presença.
A Porsche, para mim, sempre foi silêncio elegante.
É o tipo de carro que não precisa provar nada.
Ele simplesmente está ali.