Tem carro que a gente compra. E tem carro que entra primeiro pela imaginação.
Comigo foi assim com o Fiat Tipo. No início dos anos 1990, o Brasil começava a mudar.
Depois de muito tempo com o mercado fechado, os carros importados começaram a aparecer por aqui trazendo novos desenhos, novas ideias e aquela sensação de que o mundo estava ficando maior. Mas antes mesmo de ver o Tipo rodando no Brasil, eu o encontrei longe daqui.
Foi durante minha lua de mel, na Europa, em 1992.
Tem carro que serve apenas para levar alguém de um lugar ao outro. E tem carro que transforma o caminho em parte importante da viagem. A BMW sempre me pareceu assim. Ela nunca foi apenas sobre velocidade. Nem apenas sobre luxo.
A BMW vende uma sensação.
Antes dos carros serem desejo…
Eles eram dúvida.
E alguém precisou acreditar antes de todo mundo.
Quando pensamos na origem do automóvel, quase sempre lembramos de nomes, datas e invenções. Mas existe uma história que vai além disso. Uma história de coragem. De decisão.
E, principalmente, de uma mulher.