Tem carro que vira paixão. E tem carro que vira história.
Com a Brasília, no meu caso, acho que virou quase uma aventura.
Nos anos 80, eu tive uma Brasília 1978. Abóbora.
Dupla carburação.
E, sinceramente?
Ela bebia mais do que andava. 😄
Talvez por isso eu nunca tenha conseguido ter uma relação exatamente romântica com ela.
Voltei rapidinho para o Fusca! Universitários não tem grana!
Mas, curiosamente, o tempo faz certas lembranças ficarem melhores.
Tem carro que a gente compra. E tem carro que entra primeiro pela imaginação.
Comigo foi assim com o Fiat Tipo. No início dos anos 1990, o Brasil começava a mudar.
Depois de muito tempo com o mercado fechado, os carros importados começaram a aparecer por aqui trazendo novos desenhos, novas ideias e aquela sensação de que o mundo estava ficando maior. Mas antes mesmo de ver o Tipo rodando no Brasil, eu o encontrei longe daqui.
Foi durante minha lua de mel, na Europa, em 1992.
Tem carro que serve apenas para levar alguém de um lugar ao outro. E tem carro que transforma o caminho em parte importante da viagem. A BMW sempre me pareceu assim. Ela nunca foi apenas sobre velocidade. Nem apenas sobre luxo.
A BMW vende uma sensação.